segunda-feira, 30 de julho de 2007

dois dias

Este foi o tempo necessario para cozinhar um urubu, para fazer um remedio caseiro contra ASMA.
eSTA eh uma historia que ouvi ontem da dona Crispina, uma vizinha guaibiense que eu tenho.Ela me contou que curou a asma do padrasto e da filha usando a seguinte receita: 1 URUBU cozido ate virar geleia,
cravos, canela, erva-doce, azucar;
tanto pode ser liquido, quanto da forma de um pudim a cortar de faca, frio, claro.
O segredo do remedio eh que, quem vai toma-lo, nao saber de que eh feito,pois se souber nao fara efeito.
Quando ela terminou de me contar ....
eu vomitei........

a dona Crispina gentilmente fazendo um fogao a lenha na minha casa.
Mas que com certeza nao sera utilizado para cozinhar urubus.............

3 comentários:

DIARIOS IONAH disse...

para complementar:
a tal receita caseira contra a asma,
a dona Crispina falou que o urubu nao pode ser depenado como a galinha, que se joga na agua fervente para tirar as penas.ele tem que ter as penas arrancadas ao cru.e tambem se tira as visceras. ele eh cozido ate desmanchar e como eh muito duro leva dois dias de cozimento.

Madu disse...

Essa foi uma forma de ficarmos cativos... Colocar a saúde e a doença fora de nós. Aí ficamos dependentes dos laboratórios, dos curiosos, dos charlatães, dos milagres, dos pastores...
Dona Crispina procurou a melhor forma, aquela que estava mais próxima, mais barata.Pensei que esse jeito de cura estava relegado a tempos que não são os de hoje.
Mas esse Brasil convive com diferenças esmagadoras.

DIARIOS IONAH disse...

sim eh verdade este Brasil vive de um jeito tao diversificado que quabdo ouvimos certas historias pensamos que se trata de lenda.
Eu gosto de conversar com a dona Crispina, ela sabe muito da cura pela natureza, mas confesso que o remedio extraido do Urubu, ate hoje me da nauseas.Principalmente porque ela contou que quando se tira as penas dele, ele tem um verdadeiro cheiro de carni;a.

este eh um diario atraves de imagens. a cronologia nunca sera a mesma. ele tanto pode estar no passado como no presente mas sempre com o futuro como meta, como se fosse O OLHO REAL.